Antes de iniciarmos a abordagem proposta deste artigo, sobre como se deu o surgimento de diversas seitas, achamos interessante fazer uma breve apresentação acerca de alguns homens que foram chamados e conhecidos como os “pais da igreja”. Homens que, devido o seu zelo e amor voltados totalmente para a igreja de Cristo, não mediram esforços para defender a fé que foi dada aos fiéis.
Segundo alguns escritos realizados por autores da Enciclopédia de Estudos de Teologia (2013)[1], eles os dividiram em três grandes grupos: os pais apostólicos, os apologistas e os polemistas. Sendo assim, de forma abreviada, iremos apresentar algumas características de cada um desses três grupos:
- Os Pais Apostólicos: o termo basicamente é utilizado para descrever os escritores ortodoxos da Igreja Primitiva e que, provavelmente, tiveram contato com os apóstolos. Esses escritos, segundo historiadores, datam do primeiro e segundo séculos. Acrescentam eles, que os escritos serviam como instruções e exortações.
Um dos propósitos destas “cartas” era para mostrar aos seus destinatários, a grande importância da salvação que fora manifestada em Cristo e, também, fortalecer a esperança de sua volta. Entre os ditos pais apostólicos, embora não haja concordância entre os estudiosos, podemos citar: Barnabé, Clemente de Roma (30 – 100 d.C.), Inácio de Antioquia (35 – 107 d.C.), Papias (60 – 140 d.C.), Policarpo (69 – 155 d.C.), Hermas e a Carta de Diogneto e Didaquê, entre outros.
- Os Apologistas: este termo pode ser definido literalmente como sendo “aquele que defende algo ou alguma coisa”. Os autores desta Enciclopédia, afirmam de que quando este termo se refere a questão teológica, pode-se dizer que a filosofia sempre teve uma relação de amor e de ódio entre o cristianismo e a teologia cristã. Eles acrescentam de que a teologia sempre foi influenciada fortemente pela filosofia grega (helenista).
Desde muito tempo, uma fenda divide os pensadores cristãos, onde alguns defendem e consideram a filosofia como uma serva da teologia. Enquanto que outro grupo consideram a filosofia como sendo uma ferramenta do diabo. Um dos pais da igreja, Tertuliano, ficou impressionado ao constatar que alguns de seus contemporâneos, faziam o uso da filosofia grega, como o platonismo[2] e o estoicismo[3], para explicar ideias cristãs.
Três proeminentes apologistas que fizeram história com seus escritos e defesas, foram: Tertuliano (160 – 220 d.C.), Hipólito (160 – 236 d.C.) e Justino, o mártir (165 d.C.).
- Os Polemistas: eles se diferiam totalmente dos apologistas do segundo século, que procuravam fazer uma explanação e uma justificação racional do cristianismo. Eles, os polemistas, se empenharam para responder o desafio dos falsos ensinos dos heréticos, condenando suas doutrinas e seus mestres. Os pais deste grupo não mediram esforços para defenderem a fé cristã das falsas doutrinas que estavam surgindo fora e dentro da igreja. Os polemistas em destaque deste grupo, estão situados no terceiro século; são eles: Irineu (130 – 202 d.C.), Cipriano (210 – 258 d.C.), Orígenes (185 – 254 d.C.)
Depois que Jesus Cristo escolheu seus doze apóstolos e passou aproximadamente três anos instruindo-os acerca de sua Sã Doutrina, as Boas Novas de Cristo, após a sua condenação, morte e ressurreição, foram eles que deram continuidade a pregação do Evangelho e ao surgimento da Igreja Primitiva.
Em outras palavras, eles foram os fundadores da igreja visível de Cristo. E enquanto estes homens escolhidos por Cristo, estiveram vivos, foram reverenciados pelo povo e dotados de uma verdadeira inspiração divina.
Atos 2:42-46. E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração.
Neste texto, extraído do livro de Atos dos Apóstolos, encontramos registrado que os primeiros cristãos viviam numa verdadeira comunhão pessoal e de seus bens materiais, onde celebravam o partir do pão em suas casas e frequentavam diariamente o templo, para apresentarem o seu culto de adoração ao Senhor.
Desenvolvimento:
Podemos assim dizer, que com o surgimento da igreja primitiva e dos primeiros cristãos e que, próximo do final do primeiro século, o Cristianismo espalhou-se grandemente e ficou conhecido por todas as partes sob o domínio do império romano. Vale registrar, que com o surgimento e o desenvolvimento da doutrina teológica-cristã, começaram a surgir também as seitas, isto é, doutrinas que contradiziam aquilo que era apregoado pelos pais apostólicos.
Com isso, vários grupos foram surgindo e se colocavam contra a igreja de Deus e combatiam fervorosamente contra todos aqueles que defendiam a fé apostólica. Dentro deste contexto, gostaríamos de descrever características de alguns destes grupos que se fizeram proeminentes adversários do Cristianismo:
- Os Judaizantes: de forma muito simples, podemos dizer que eles não eram israelitas, nem mesmo teriam passado por uma conversão ao judaísmo, mas são praticantes fervorosos das tradições judaicas e de partes da religião judaica. Em outras palavras, são aqueles de origem não judaica que procuram obedecer aos rituais da Torá que a maioria dos cristãos já havia abandonado.
Mateus 15:1-2. Então chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo:
Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão.
Outro exemplo bem característico, acerca dos judaizantes, pauta-se acerca da exigência da realização do ritual da circuncisão[4]. O apóstolo Paulo combateu persistentemente a esse e outros grupos (cf. Gálatas 5:1-4). Eles queriam que os novos convertidos ao Cristianismo se circuncidassem.
- Os Gnósticos: segundo registra alguns estudiosos, foi uma das piores seitas inimigas do cristianismo. O historiador Edward Gibbon, afirma de que havia mais de cinquenta seitas gnósticas diferentes. O gnosticismo enfatiza a dualidade da natureza, onde havia o mundo físico e o mundo espiritual. Podemos notar que quanto a isso, não há problema algum.
No entanto, eles identificam o mundo físico como sendo o mal ou algo inferior. Enquanto identificam o mundo espiritual como sendo o bem e superior àquele. Com esta interpretação, como veem o mundo físico como o mal, e que por isso, ele não poderia ter sido criado por Deus. Logo, a criação não foi obra do Deus Pai, o Deus do Novo Testamento. Irineu, um dos pais eclesiásticos, combateu rigorosamente este ensino, mostrando que só havia um Deus único, que foi o criador de todas as coisas e que se revelou aos profetas. E também, por fim, revelou-se a si mesmo em seu filho.
Devido à diversidade de seitas gnósticas e a sua grande influência “filosófica”, nos primeiros séculos da era cristã, alguns estudiosos disseram que ela chegou a se misturar com o próprio cristianismo. E por este motivo, havia quem defendia a existência de um gnosticismo pagão e um gnosticismo cristão.
- Os Nicolaítas: este grupo é citado por duas vezes no livro de Apocalipse, ganhando a atenção dos estudiosos como sendo uma heresia primitiva: “Tens, porém, isto: que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio. (…). Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio. Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca” (cf. Apocalipse 2:6,15-16).
Irineu faz uma referência a este grupo ao dizer o seguinte: “os nicolaítas tem por mestre Nicolau, um dos sete primeiros diáconos constituídos pelos apóstolos (cf. Atos dos Apóstolos 6:1-6). Vivem sem moderação. O Apocalipse de João manifesta plenamente quem são: ensinam fornicação e o comer carnes oferecidas aos ídolos sejam coisas indiferentes”. Esta doutrina herética foi bastante combatida, mas sobreviveu até por volta do ano 200 d.C., quando se dissolveu em um tipo de gnosticismo denominado de “ofita”.
Palavra esta, que comporta como significado uma seita de gnósticos do século II, que fazia da serpente o símbolo do Messias e o centro da religião. Podemos perceber, que a partir da doutrina cristã ou do surgimento do Cristianismo, muitas seitas e heresias começaram a insurgir, podendo levar o risco de se perder a sua identidade, diante de tantos desvios e distorções doutrinárias.
- Os Ebionitas: segundo os estudiosos, este grupo teve a sua origem no cristianismo judaico de Jerusalém. Há divergências quanto ao fundador desta seita, pois alguns atribuem a um certo Ebion. O mais correto é que este nome deriva de uma palavra hebraica que contém o significado de “pobres”. No entanto, estudos recentes caracterizam três grupos distintos de Cristãos Judeus que receberam este nome; são eles: 1. Nazarenos – criam no nascimento sobrenatural de Cristo. 2. Ebionistas Farisaicos – reconheceram Jesus como sendo o Messias, mas negavam o seu nascimento virginal. 3. Ebionistas Gnósticos – eles praticavam uma cristologia gnóstica.
Uma grande distinção que os separavam dos demais judeus cristãos e dos helenistas, consistia na maneira como eles concebiam a pessoa e a obra de Jesus. Eles não admitiam qualquer insinuação sobre a divindade de Jesus. Há estudiosos que afirmam que eles se misturaram com o povo essênio, que eram bastante ascéticos e viviam na região do mar Morto.
- Os Essênios: segundo Schubert (1979), eles eram muito ascéticos (místicos: voltados para vida espiritual). Eram conhecedores da Lei e dos Profetas. Buscavam viver em isolamento social, como uma forma de se resguardarem da contaminação filosófica Romana e Grega. Eram muito estudiosos e conhecedores das Escrituras Sagradas, dedicavam-se também a períodos de orações e em realizações de festas cerimoniais.
Eles dividiam seus bens com membros de sua comunidade, eram muito trabalhadores e tinham uma vida piedosa. Eles acreditavam que só alcançariam a Santidade e a pura Fé, se estivessem em total isolamento social (de outras pessoas). Segundo escreveu Flávio Josefo citado por Schubert (1979), eles se julgavam os verdadeiros Israelitas.
Eles se dedicavam em preparar o “Caminho do Senhor”, pois aguardavam as promessas do Messias e eram cuidadosos com a realização de sacrifícios, conforme prescrevera Moisés e Arão, principalmente em relação a Purificação e a Santidade dos Sacerdotes (liderança religiosa).
- Os Maniqueístas: Sua origem é atribuída ao sábio de nome Maniqueu (216 – 276 d.C.), também conhecido como Mani ou Manes. Ele afirmava ter recebido a visita de um anjo que o nomeara como profeta de uma nova revelação. Esta doutrina baseia-se numa divisão dualista do universo, na luta entre o bem (Deus) e o mal (Satanás). E que a espécie humana é o produto desta luta. Alguns estudiosos, dizem ser uma combinação do pensamento cristão, do pensamento zoroastrismo e de ideias religiosas orientais.
Esta seita era dividida em duas classes: 1. Os Eleitos – que eram celibatários rigorosos, vegetarianos e se dedicavam somente a oração. 2. Os Ouvintes – as pessoas deste grupo, tinham a esperança de voltar a nascer convertidos em eleitos. Agostinho de Hipona, foi discípulo de Mani por doze anos. Com o passar dos anos, ele percebeu o caráter fraudulento desta doutrina e decidiu deixá-la. A partir de então, converteu-se e trabalhou arduamente para combatê-la.
- Os Montanistas: o seu fundador foi Montano, que intitulava seu movimento como a Nova Revelação ou a Nova Profecia. Ele rejeitava a autoridade dos bispos (como sucessores dos apóstolos) e a autoridade dos escritos apostólicos. Também considerava as igrejas e seus líderes espiritualmente mortos. Em detrimento disso, ele reivindicava uma Nova Profecia com todos os sinais e milagres dos dias da Igreja Primitiva, no Pentecostes (cf. Atos dos Apóstolos, capítulo 2).
Ele dizia ter recebido uma revelação direta do Espírito Santo, dizendo que ele era o representante do Espírito, que lideraria a Igreja durante o último período dela aqui na terra. Sendo assim, intitulava-se como porta-voz do Espírito Santo. Ele acreditava na inspiração divina contínua e colocou-se como alguém por meio do qual o Espírito Santo falava, no mesmo nível que falara por intermédio de Paulo e dos outros apóstolos. Ele também acreditava que seria o último profeta escolhido por Deus para revelar seus planos eternos. A história comprovou a falsidade desta profecia.
- Os Fariseus: é bem provável de que eles começaram a sua formação e organização social, logo após a guerra dos Macabeus. Tendo em vista que este povo liderou um forte movimento pela independência da Judeia, inclusive promoveram uma nova consagração do templo de Jerusalém, que havia sido profanado pelos povos gregos. A ideologia propagada pelos fariseus, fazia oposição a helenização do povo judeu (harmonização com a cultura grega) através de Roma, com o propósito de preservar as suas tradições, cultura e a fé judaica.
Atos 26:1-6. Depois, Agripa disse a Paulo: Permite-se que te defendas. Então, Paulo, estendendo a mão em sua defesa, respondeu: Tenho-me por venturoso, ó rei Agripa, de que perante ti me haja, hoje, de defender de todas as coisas de que sou acusado pelos judeus, mormente sabendo eu que tens conhecimento de todos os costumes e questões (ou tradições) que há entre os judeus; pelo que te rogo que me ouças com paciência. A minha vida, pois, desde a mocidade, qual haja sido, desde o princípio, em Jerusalém, entre os da minha nação, todos os judeus a sabem. Sabendo de mim, desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu. E, agora, pela esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais, estou aqui e sou julgado.
O texto em relevo, retrata o momento em que Paulo (antes da conversão, que era chamado de Saulo) fora preso, sendo acusado de promover confusão social e propagar uma doutrina totalmente contrária à daquele povo. Quando lhe é permitido pelo rei que possa se defender pessoalmente e em público. Os fariseus acreditavam e defendiam como sua doutrina:
a) a Predestinação harmonizada com o livre arbítrio;
b) a imortalidade da alma;
c) a ressurreição;
d) a existência do espírito (e de anjos) e;
e) o juízo futuro, entre outras coisas.
- Os Saduceus: esta seita, tinha o posicionamento doutrinário e filosófico totalmente contrário aos fariseus. Existem várias ideias e posicionamentos acerca de seu surgimento, mas, segundo Kurt Schubert (1979), eles devem ter surgido através de Zadoque, um sacerdote contemporâneo de Davi. Era um grupo aristocrático (da nobreza), sacerdotal e muito fechado.
Do ano de 539 a.C., em que estavam sob o domínio Persa, até o período de Alexandre, o Grande, as famílias dos sacerdotes, eram complacentes com os seus vizinhos pagãos. Eles viviam em perfeita harmonia com os povos helênicos. Eram muito educados, ricos e de boa posição social. Flávio Josefo apud Schubert (1979), afirmou de que eles eram muito incrédulos e acreditavam somente naquilo que pudesse ser provado por meio da razão. Eles não acreditavam:
a) Na ressurreição;
b) Na imortalidade da alma;
c) Na existência de espíritos (nem em anjos);
d) No juízo futuro e;
e) No inferno.
Outras tantas seitas e heresias, surgiram e transitam por várias partes do mundo atual, mas iremos parar por aqui, pois o propósito desta escrita, além de levar o conhecimento deste tema para o leitor, tenciona também que ele procure pesquisar e adquirir maior conhecimento sobre o assunto.
Conclusão
Nesta breve abordagem, apresentamos algumas seitas que foram surgindo no decorrer dos anos, quase que, simultaneamente ao surgimento da Igreja Primitiva. Desde lá, até os nossos dias, a Igreja de Cristo, a fé Apostólica ou o Cristianismo, sofreu muitas perseguições e mortes. Mas, como disse Tertuliano “O sangue dos mártires tornou-se a seiva para a sementeira do Evangelho”.
Durante todos estes anos, vimos governantes rigorosos que proibiram a propagação do Cristianismo, mas, ao mesmo tempo, também tivemos alguns que foram defensores e contribuíram para que ele fosse livremente propagado. Tivemos em Constantino, um dos defensores para que o cristianismo se tornasse a religião oficial do império.
Com esta oficialidade religiosa, algumas vantagens foram bem vindas para os seguidores de Cristo, tais como: a expansão do cristianismo, a isenção de impostos, a construção de grandes catedrais nas principais cidades do império e a devolução dos bens confiscados pelo Estado.
Mas também acabou trazendo problemas doutrinários para a igreja, como exemplo, a sua paganização. Em outras palavras, muitos pagãos vieram para a igreja não por reconhecerem seus pecados e amarem a Cristo, mas por causa dos benefícios que teriam.
Eles trouxeram para dentro dela, os seus costumes e hábitos sem se importarem em agradar a Deus. Assim, a igreja foi se contaminando e perdendo a sua identidade de Igreja fiel a Jesus Cristo e a doutrina Apostólica. Por isso, não é de se estranhar, de como estão as nossas igrejas cristãs atuais. As suas lideranças estão moldando-as tanto em sua estrutura física (construção/templo) como em seus cultos de adoração (rituais modernos), para agradarem ou que se identifiquem com os seus frequentadores.
Precisamos clamar ao Senhor e o Cabeça da Igreja, como o fez o profeta Habacuque: “Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra (igreja) no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da tua misericórdia” (cf. Habacuque 3:2). Amém!
[1] Editora Semeie: As principais doutrinas cristãs com explanação detalhada, Volume II, 2013.
[2] Platonismo. Doutrina do filósofo grego Platão (428 a.C. – 347 a.C.), caracterizada pela concepção de que as ideias eternas e transcendentes originam todos os objetos da realidade material (…).
[3] Estoicismo. É uma escola e doutrina filosófica surgida na Grécia Antiga, que preza a fidelidade ao conhecimento e o foco em tudo aquilo que pode ser controlado pela própria pessoa.
[4] Circuncisão. A circuncisão é a retirada do prepúcio nos homens, que é a pele que recobre a cabeça do pênis. Ela começou como um ritual em algumas religiões, e é cada vez mais usada por motivos de higiene e também para tratamento da fimose.



