Personagens da Bíblia Sagrada – Jesus Cristo

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Foto: Freepik.

O personagem que escolhemos para escrever e poder detalhar acerca de algumas de suas particularidades, possui uma extensa história de feitos e milagres realizados em várias partes das aldeias, cidades e regiões por onde passou.

Mas não podemos esquecer, de que houve várias profecias acerca de sua vinda e o propósito desta vinda para estar convivendo em nosso meio social. Para os Cristãos, o Messias que foi propagado por vários profetas do Antigo Testamento (AT), de que haveria de vir, já veio e ficou por aqui por um período aproximado de três anos a três anos e meio, executando a obra que fora ordenada por seu Pai Celestial, mas assim que a concluiu, Ele voltou para ficar novamente ao lado d’ELE.

Isaías 9:6. Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.

Para os seguidores do Cristianismo, este versículo extraído do livro do profeta messiânico Isaías, foi uma profecia alusiva a pessoa de Jesus Cristo, que viria com o papel de Rei, Senhor e Salvador daqueles que o professam como único Deus e Senhor. E, para eles, ela já se cumpriu e costumam ler ou recitá-lo, durante a comemoração do dia de Natal, referindo-se ao seu nascimento.

Mateus 1:16-23. E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama o Cristo. (…). Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Que estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. (…). E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco.

Entretanto, outros grupos religiosos, entre eles os judeus, não reconhecem na pessoa de Jesus, como sendo o Messias prometido, conforme descrito em vários livros do Antigo Testamento. Eles entendem que ela se refira a um rei humano e da linhagem de Davi, mas não como sendo uma figura divina.

O nosso propósito ao escrever este artigo, visa falar deste Messias – o Jesus Cristo, crido pelos Cristãos e que veio à terra, focado em suas proezas ligadas as suas andanças e peregrinações, durante todo o tempo em que esteve entre nós, ou seja, durante a duração de seu ministério terreno.

. O Seu Nascimento: Ele nasceu por obra e graça do Espírito Santo: “(…), não temas em receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo” (cf. Mateus 1:18-20). E Jesus ainda bebé, os seus pais cumprindo a Lei Mosaica, levou-o para ser apresentado e consagrado ao Senhor: “E cumprindo-se os dias da purificação dela, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor. (segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo o macho primogênito será consagrado ao Senhor). E para darem a oferta segundo o disposto na lei do Senhor: Um par de rolas ou dois pombinhos” (cf. Lucas 2:22-24).

. A Fase de Criança e Adolescência: Não encontramos nas Escrituras, nenhum registro de como foi a sua vida até seus doze anos de idade. Mas, presume-se que tenha vivido com seus pais na cidade de Nazaré e que, provavelmente, ele ajudava seu pai, José, que era carpinteiro: “E, quando acabaram de cumprir tudo segundo a lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para a sua cidade de Nazaré. E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa; E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa” (cf. Lucas 2:39-42).

Numa dessas idas e vinda a cidade de Jerusalém, terminada a celebração, seus pais, juntamente com outras pessoas voltavam para sua casa, mas sentiram a falta de Jesus e não o encontraram junto ao grupo de pessoas que regressavam com eles. Então, decidiram voltar a cidade de Jerusalém. “E como não o encontraram, voltaram a Jerusalém em busca dele. E aconteceu que passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e os interrogando. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas” (cf. Lucas 2:45-47).

A partir de seu nascimento, Jesus Cristo teve uma infância e adolescência não tão diferente daquela dos filhos dos judeus, que viveram em sua época. Em outras palavras, ele vivia com sua família, seu pai adotivo – José, que exercia a profissão de carpinteiro, e de sua mãe – Maria, juntamente com seus irmãos e irmãs: “Chegaram, então, seus irmãos e sua mãe, e estando lá fora, mandaram-no chamar. E a multidão estava assentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que a tua mãe e teus irmãos te procuram, e estão lá fora?” (cf. Marcos 3:31-32).

Podemos também dizer, como sendo muito provável, de que ele tenha recebido as instruções sobre as tradições e as escrituras judaicas, haja vista que era este o costume para os meninos judeus. Além disso, ele regularmente frequentava as sinagogas e aprendia sobre a Torah. Depois deste episódio, as Escrituras não fornecem mais nenhum detalhe sobre a sua vida, até por volta de seus 30 anos de idade, quando se inicia o seu ministério. O evangelista Lucas resume esta fase ao dizer que: “Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (cf. Lucas 2:52).

. O Seu Batismo e início de seu Ministério: Ele agora, já estava com seus quase trinta anos de idade, dando início ao seu ministério terreno, mas antes, foi encontrar-se com João, o batista, as margens do rio Jordão. Embora não tivesse pecado ou cometido nenhum mal, fez com que a lei fosse cumprida ao ser batizado por ele nas águas do rio Jordão: “Então veio Jesus da Galileia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele. Mas João opunha-se lhe (…). Jesus respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele o permitiu” (cf. Mateus 3:13-15).

Assim que saia das águas, após ser batizado, Jesus viu o Espírito de Deus descendo do céu, como pomba e vindo sobre ele. A partir deste momento, Jesus estava pronto e preparado para dar início ao seu ministério, mas saindo dali ele foi levado ao deserto para se tentado pelo diabo (cf. Mateus 4:1-11).

Vencendo satanás, agora ele sai da cidade de Nazaré e parte para a região de Cafarnaum, onde teve a maior participação ministerial acerca de sua atuação como Senhor e Salvador, como havia sido profetizado por seus mensageiros, que viveram no tempo do AT. Em outras palavras, Ele foi cumprir com a missão que lhe fora dada e confiada por seu Pai.

Mateus 4:13-17. E, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zebulom e Naftali; para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías, que diz: A terra de Zebulom, e a terra de Naftali, junto ao caminho do mar, além do Jordão, a Galileia das nações; o povo, que estava assentado em trevas, viu uma grande luz; aos que estavam assentados na região e sombra da morte, a luz raiou. Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.

A mensagem dita por Jesus, neste texto do evangelista Mateus: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”, foi a mesma mensagem proferida por João, o Batista, as margens do rio Jordão, chamando o povo ao arrependimento de seus pecados (cf. Mateus 3:1-3).

. A Sua Atuação Ministerial: Podemos dizer que Ele iniciou esta missão de forma silenciosa, mas devido aos inúmeros milagres que operava, sendo testemunhado por muitas pessoas, a sua fama passou a ser alardeada por toda a região em que passava. Ele pregava, ensinava, curava enfermos e expulsava demônios: “E Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, apartado; e, sabendo-o o povo, seguiu-o a pé desde as cidades. E, Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos” (cf. Mateus 14:13-14).

Além disso, Ele também exerceu outras posições importantes durante o seu ministério e de forma tríplice: como Profeta, Sacerdote e Rei. Vamos ver como era exercida estas funções:

  1. a) Como Profeta: No Antigo Testamento (AT), a função principal do profeta era a de representar Deus diante do seu povo e revelar a sua vontade: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho (Jesus), a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo” (cf. Hebreus 1:1). Jesus representava o Deus Pai diante dos Cristãos e instruía e exortava o seu povo.
  1. b) Como Sacerdote: No AT a função principal do sacerdote era de atuar como mediador entre Jeová (Deus) e o seu povo (Hebreus). Jesus Cristo exerceu esta função ao ser o mediador entre Deus e Nós, os seus seguidores; o seu povo pecador: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo” (cf. 1 Timóteo 2:5).

 

  1. c) Como Rei: Ele, como homem, era descendente da linhagem do rei Davi: “Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão” (cf. Mateus 1:1). Após ser crucificado, isto é, pregado no madeiro, por ordem de Pôncio Pilatos, foi escrito: “E por cima da sua cabeça puseram escrita a sua acusação: este é jesus, o rei dos judeus” (cf. Mateus 27:37).

As profecias que foram anunciadas acerca da pessoa do Messias, tanto no livro do profeta messiânico Isaias 9:6-7 e do profeta Jeremias, entre outros, se cumpriram: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o seu nome, com o qual Deus o chamará: O SENHOR JUSTIÇA NOSSA” (cf. Jeremias 23:5-6).

. A Sua Obra Redentora: Como já dissemos, Ele realizou muitas obras e milagres enquanto esteve desenvolvendo o seu ministério aqui entre nós. No entanto, a sua obra de maior importância foi a sua morte expiatória, a sua morte de cruz, sem ter culpa alguma e de não ter cometido qualquer tipo de pecado. Mas o fez, para substituir a mim e a você, miseráveis pecadores.

Dito com outras palavras, Ele assumiu a nossa culpa, tomou o nosso lugar e pagou a nossa dívida. Dito de outra forma; Ele nos absolveu: “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (cf. João 1:29).

. A Sua Morte na Cruz: Na época em que Jesus Cristo esteve na terra, este tipo de condenação proferida contra o acusado, ou seja, de ser colocado pendurado e pregado numa cruz, era somente para os piores malfeitores e com alto índice de periculosidade. No caso de Jesus, duas coisas nos chamam a atenção: na primeira, foi que antes de ser pregado no madeiro, Ele sofreu uma tortura tão cruel, que jamais qualquer outro ser humano suportaria.

Mateus 26:65-66. Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes agora a sua blasfêmia. Que vos parece? E eles, respondendo, disseram: É réu de morte. Então cuspiram-lhe no rosto e lhe davam punhadas, e outros o esbofeteavam, Dizendo: Profetiza-nos, Cristo, quem é o que te bateu? (negritamos)

Não mencionarmos ainda, sobre aproximadamente os quarenta açoites públicos, sendo que na ponta das cordas do chicote, eram colocados ossos de animais ou pedacinhos de ferro. Em cada chibatada ficavam vergões profundos em seu corpo e, devido a quantidade de açoites (39 ou 40), abriam a sua pele e era possível ver as suas vísceras: “Quando houver contenda entre alguns, e vierem a juízo, para que os julguem, ao justo justificarão, e ao injusto condenarão. E será que, se o injusto merecer açoites, o juiz o fará deitar-se, para que seja açoitado diante de si; segundo a sua culpa, será o número de açoites. Quarenta açoites lhe farão dar, não mais; para que, porventura, se lhe fizer dar mais açoites do que estes, teu irmão não fique envilecido aos teus olhos” (cf. Deuteronômio 25:1-3).

. A Sua Ressurreição: Os judeus e as autoridades religiosas daquela época, achavam que com a condenação injusta e com a morte de Jesus, a morte de cruz, eles acabariam levando os seus seguidores a desistirem de propagar as Boas Novas de Cristo, ou seja, o seu Evangelho. Em outras palavras, acharam que torturando e humilhando publicamente o seu Lider e Mestre, teriam vencido aquela batalha. Eles se enganaram, pois com a sua morte e, depois, de três dias, com a sua ressurreição, os Cristãos se fortaleceram em sua fé e houve um acréscimo de seus seguidores por todas aquelas regiões.

1 Pedro 2:19-24. Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente. Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus. Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente; levando-o em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.

E o mais importante, Ele havia dito mais de uma vez para seus discípulos, de que seria necessário ser entregue aos gentios (não cristãos) e de ser condenado e morto. Disse-lhes também, de que ressuscitaria e os encontraria na Galileia, e o fez: primeiro apareceu para Maria Madalena (cf. Marcos 16:9); para outras Mulheres (cf. Mateus 28:8-10); para Pedro e seus doze Discípulos e para mais de quinhentas Pessoas (cf. 1 Coríntios 15:3-6).

Portanto, meus amigos leitores e irmãos em Cristo, o nosso Messias prometido nos livros do Antigo Testamento, já veio e ficou um poucochinho de tempo conosco, ensinando-nos a amar uns aos outros e de que seríamos injuriados pelo motivo de seguirmos os seus passos. Realmente Ele veio, cumpriu totalmente com a missão que lhe foi dada por seu Pai, e foi morto de uma forma muito covarde e com atos de grande crueldade.

Ele serviu de “espetáculo” para o mundo (cf. 1 Coríntios 4:9), mas ao terceiro dia Ressuscitou e está ao lado d’ELE novamente, de seu Pai, aguardando o maravilhoso momento de voltar para buscar aqueles que estão, também, servindo de espetáculo para este mundo, embora de uma forma distinta daquela sofrida por Ele. Que venhamos, como Cristãos, fazermos uma excelente atuação Teatral, como Seu Fiel representante.