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Acreditamos que desde o surgimento da existência de vida humana na terra e com o decorrer de todos estes anos, já foi possível perceber, que cada ser humano possui características e comportamentos pessoais e próprios. E que nem sempre, as condutas que são adotadas por uma pessoa, serão as mesmas apresentadas por outra.
E é por isso que surgem os mais diversos conflitos nos relacionamentos interpessoais cotidianos, seja no meio social, no campo profissional, na área familiar e conjugal, seja no ambiente escolar e acadêmico ou em qualquer outro ambiente, em que haja relacionamentos humanos.
Nos propomos a apresentar neste artigo, algumas das características mais comuns e distintas, que são apresentadas e observadas diariamente em qualquer ambiente social, em que haja relacionamentos humanos. Iremos nos ater as condutas e comportamentos de duas classes de pessoas: as do sexo masculino (os homens) e do sexo feminino (as mulheres). Vale lembrar, que o que será descrito aqui, são as características pessoais e mais comuns destes seres humanos.
Mas não podemos esquecer, que existem pessoas que pertencem a estes dois grupos, que podem apresentar condutas invertidas, isto é, alguns homens apresentarem comportamentos que são mais comuns de serem observadas em mulheres.
Sendo que o inverso também acontece, certas mulheres que apresentam condutas mais comuns de serem vistas e praticadas por homens. Neste caso, quando isso acontece, estas características são vistas como exceções.
- Equívocos sobre o que é Amor (ou amar):
A nossa proposta pela escrita deste artigo, volta-se para apresentar alguns comportamentos ou sentimentos humanos, que acabamos confundindo e fazendo a interpretação equivocada, do que realmente vem a ser o amor. E quando fazemos isso, realmente acreditamos que é amor e, assim, acabamos metendo os pés pelas mãos.
Em outras palavras, em vez de fazermos a pessoa com a qual nos relacionamos afetivamente feliz, acabamos por trazer muita infelicidade, dor, sofrimento e tristeza. Não podemos mais fazer esta confusão: o Amor ou Amar alguém não É:
. Paixão: ela se apresenta de forma intensa e muito forte, mas não costuma durar por muitos anos ou para sempre. Geralmente, ela se apresenta de forma compulsiva e, na maioria das vezes, acaba sufocando a outra pessoa. Muitas pessoas casam-se apaixonadas, pensando que é o amor. O apaixonado costuma agir com grande desequilíbrio (ciúme doentio, desconfiança, controlador e autoritário etc.). Depois de certo tempo, vivendo debaixo do mesmo teto a “ficha costuma cair”.
Podendo surgir muita angústia e um desespero e, muitas vezes, resultar numa separação ou em divórcio. Quando isso acontece de forma consensual (amigável), mas em nossos dias está muito difícil, tudo bem! Enquanto que o amor é um sentimento duradouro e que flui naturalmente entre o casal. E em seu desenvolvimento, ambos adotam condutas que demonstram esse sentimento, sendo praticado de diversas formas.
Quem ama de verdade, tem uma conduta equilibrada, sabe controlar suas emoções e sentimentos em diversos momentos, locais e circunstâncias. Quem ama e é amado pelo outro (é correspondido), confia e sente segurança em seu cônjuge.
. Sexo: a relação sexual é um fator de grande importância para a boa convivência afetiva e conjugal. Deus criou o ato sexual para ser desfrutado dentro do casamento saudável entre um homem e uma mulher (cf. Mateus 19:4-6). É um ato de intimidade física (e/ou espiritual) que produz a bênção da vida. Fora desse padrão, qualquer prática sexual é vista como imoralidade (ou pecado). Ele tem um peso muito grande numa convivência a dois, onde deve imperar o romantismo, a reciprocidade e a sensualidade.
Mas não deve ser confundido, achando que somente o ato sexual é tudo no relacionamento conjugal, inclusive não é amor. Em nossos dias, muitas pessoas já iniciam um relacionamento a dois com a relação sexual (no primeiro encontro), não havendo sequer tempo de se conhecerem melhor. Eles se apegam ao fato de ter havido uma “química” muito forte entre seus corpos (volúpia), dentro de quatro paredes. E acabam acreditando que “se amam” loucamente.
Na maioria das vezes, confundem o amor com a grande atração e prazer sexual. Se a continuidade desse relacionamento estiver confiada apenas na relação sexual, tem pouca possibilidade de durar por muito tempo. Às vezes, basta surgir “alguém” mais interessante e atraente sexualmente, para despertar uma nova paixão, mas também não é o amor. Vale lembrar, que ainda muitos homens veem a mulher, apenas como um objeto de seu prazer sexual.
. Possessão: muito se tem ouvido em nossos dias, uma palavra usada constantemente nos jornais e matérias policiais televisivas, que é o termo feminicídio. Uma figura tipificada no direito penal e na ordem jurídica, que significa a ocorrência de um homicídio praticado contra a mulher. Neste tipo de delito, geralmente o autor é o ex-marido ou ex-companheiro da vítima, que não aceitou o rompimento do relacionamento.
Mas, antes de sua execução, ele já promoveu condutas constrangedoras e inadequadas em relação a ela, tais como: ameaçando-a, seguindo os seus passos e, em muitas ocasiões, causando-lhe agressões verbais e/ou físicas. Infelizmente, muitas pessoas quando se casam, passam a pensar e a agir como se o seu cônjuge fosse de sua “posse”, igualando-a (o) ao seu carro, a sua casa e propriedades, entre outras coisas.
Será que você já não ouviu alguém conhecido dizer assim: “Se ela (e) não for minha (meu), não vai ser de mais ninguém”. O maior índice de violência contra a mulher (lesões graves e mortes), parte do ex-marido ou ex-companheiro, principalmente por não aceitar a separação e o fim do relacionamento afetivo. Antigamente, este tipo de delito era conhecido como crime passional, hoje, ele é tipificado como Feminicídio.
Não se esqueça duma coisa muito importante: Quem ama de verdade, não espanca, não humilha e, muito menos, mata o seu grande amor! Aliás, quem comete este tipo de crime, nunca soube de verdade o que é o amor ou amar alguém!
2 Coríntios 13:4-7: “(…); o amor é benigno; não é invejoso; não se ensoberbece, não se porta com indecência; não busca os seus interesses; não se irrita; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.
Quem diz amar e o faz de verdade, entrega-se de corpo e alma ao outro, com o propósito de fazê-lo feliz e vê-lo se sentir bem. E, caso seja preciso sofrer para alcançar este objetivo, ele (a) o fará. E esta entrega e/ou sofrimento, pode ser feito com brandura, devoção, educação, respeito, com muito zelo e certa parcimônia, entre outras formas.
. Subserviência: o amor não é sinônimo da anulação do seu “Ser” e do seu “Eu”, mas tem pessoas que se abstém de si, para satisfazer totalmente os desejos e as vontades do outro, achando que isto é amor. E não é! Cumpre cabalmente as ordens de seu cônjuge que, às vezes, o trata (a trata) de forma humilhante, inclusive estando na presença de outras pessoas. E nunca opina ou se posiciona contrariamente aos desmandos de seu cônjuge!
O amor não pode te aprisionar e sufocar, ao ponto de não poder sequer respirar. Ele tem que fluir duma maneira natural e carinhosa entre o casal. Cada um tem que assumir o seu papel nesta relação, procurando dar o melhor si para o outro.
. Um Conto de Fada: parece brincadeira, mas não é. Ainda tem mulheres que acreditam que vão encontrar o príncipe encantado, como nos é mostrado nos vários contos infantis. Elas fantasiam em casar-se com um homem charmoso, dócil, elegante, obediente e muito rico, pronto a satisfazer todas as suas vontades e desejos. Não podemos negar que muitas vezes isso pode acontecer, mas somente enquanto estão no período de namoro e noivado. Logo que se casam, os comportamentos mudam drasticamente; tanto de um como do outro.
Por isso, a importância do namoro e noivado (nossa opinião), podendo-se observar atentamente como a pessoa se comporta em vários lugares e no relacionamento com outras pessoas, quando estão juntos. Não estamos afirmando com isso, de que eles serão “felizes para sempre”. Mas que pode ter melhores resultados.
- E o Que é o Amor de Verdade?
Como podemos dizer ou afirmar, sem medo de errar, que amamos alguém? Esta pergunta é bem interessante, tendo em vista que para algumas pessoas pode ser uma coisa e, para outra, ter um significado totalmente diferente. Poderíamos nos ater as definições dos dicionários de língua portuguesa, citadas na introdução do texto. Entretanto, sabe-se que para os homens o amor tem um significado diferente em relação as mulheres.
Para muitos homens, o amor está vinculado ao ato sexual em si, mas também, eles se apegam a questão econômico-financeiro, tendo em vista que são os provedores da casa (família). Para muitas mulheres, o amor tem um significado ampliativo e ilimitado. E deve ser revestido de romantismo, ser recheado de termos abstratos, como: aceitação, apoio, atenção, carinho, delicadeza, diálogo, elogios, sensibilidade e cuidado.
Mas esse romantismo amoroso que ela deseja e espera do marido (companheiro), pode se materializar em: bolsas, calçados, café da manhã, festas, jantar, joias, viagens etc. Elas fantasiam e gostam de usufruir dos deleites e prazeres oferecidos em boa parte do mundo.
Romanos 12:9-10. O amor seja não fingido. Aborrecei (amar menos) o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
O livro de Cantares (Antigo Testamento), segundo alguns teólogos do passado, é considerado como uma alegoria profética entre o amor de Deus e de Israel (o seu povo). Noutra linha de interpretação, acredita-se narrar a história do amor vivido entre o rei Salomão (noivo/esposo) e a donzela Sulamita (noiva/esposa). Para tanto, uma das definições do que é o amor e a forma verdadeira de como se deve amar, encontra-se registrado na Epístola aos Coríntios (em nossa opinião):
1 Coríntios 13:1-13. Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse amor (caridade), seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; não é invejoso; o amor não trata com a leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha (…). Porque, agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estas três; mas a maior destas é o amor.
A vinda de Jesus Cristo a terra, teve vários propósitos e objetivos por parte do Senhor, mas uma em especial, foi de nos resgatar da pratica do pecado e garantir a salvação eterna. Entretanto, não podemos esquecer de outra importantíssima: nos ensinar como devemos amar a Deus, devendo ser a nossa primazia (cf. Deuteronômio 6:4-6) e ao próximo como a nós mesmos (cf. Mateus 22:37-39).
Mais de dois mil anos se passaram, mas ainda estamos engatinhando para aprender como devemos amar, tanto em relação ao Senhor, como nosso Único Deus, como também ao próximo (qualquer pessoa da sociedade). É compreensível, que nem sempre será fácil a assimilação dos ensinamentos de Jesus Cristo, haja vista que até os seus doze discípulos, que estiveram com Ele durante o período de três anos, demonstraram muita dificuldade em entender o que Ele ensinava. E também os doutores da lei e da tradição judaica como Nicodemos, alguns governantes romanos como Herodes e Pilatos, incluindo certas autoridades religiosas como os sacerdotes Anás e Caifás. Eles não conseguiram entender e, muito menos, interpretar muitas de suas falas.
Mas nem por isso podemos desistir de buscar o entendimento e a compreensão desta instrução divina e maravilhosa chamada de amor, para que a coloquemos em nossa pratica cotidiana, mas de forma que venhamos aplicá-la de maneira correta. Portanto, que possamos “Crescer e prosseguir em conhecer o Senhor” (cf. Oséias 6:3), principalmente em tentar seguir e obedecer aos seus mandamentos: “(…): Amais uns aos outros como Eu vos amei” (cf. João 13:34).



Uma alegria ler os textos do amigo Eduardo. Que Deus continue abençoando seu ministério.
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